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Análise do mercado :: semana 07 à 11 de Dezembro

Continuamos a observar uma escalada bastante acentuada dos mercados, que tem como sua base principal a mesma variável que os levou subitamente para baixo: o coronavírus.

Neste exato momento os dados sobre o vírus continuam a preocupar, já que o número de contágio resiste em crescer globalmente, assim como o registro de hospitalizações, e por consequência de óbitos – resultando desta maneira na implementação, por mais uma vez, de uma série de restrições às sociedades de diversas localidades.

Contudo, os resultados positivos (mas ainda preliminares) de uma série de vacinas, assim como a autorização emergencial recentemente concedida pela Inglaterra (e muito criticada pelos países pertencentes à Zona do Euro), que iniciará a sua vacinação já nesta semana, vem ajudando a gerar um horizonte teoricamente menos incerto e mais otimista.

Além das vacinas, a sinalização da criação de estímulos adicionais também suportam a teoria que os governos (principalmente de países desenvolvidos) farão de tudo para evitar um colapso de suas respectivas economias, reforçando assim um ambiente mais estável e menos avesso ao risco.

Ou seja, resumidamente os mercados têm sido impulsionados para cima pela ‘real’ possibilidade de vacinação no ‘curto prazo’ contra o coronavírus, pela concessão massiva de estímulos econômicos por toda parte em dimensões jamais vistas (emissão de dinheiro), e pela implementação de taxas de juros estimulativas / expansionistas a níveis baixíssimos.

A história parece ser muito boa, se não fosse a outra face da moeda. Além de todas as complexidades logísticas que envolvem boa parte dessas vacinas (necessidade de armazenamento a temperaturas muito baixas), ainda existe uma outra questão em termos de escalabilidade, principalmente, como mostra o título ao lado, com relação ao fornecimento e disponibilidade de matérias-primas para a produção das mesmas.

A sombra da inflação também tende a ser uma variável a ser considerada, dado o tamanho de oferta de dinheiro via estímulos, e problemas nas cadeias de fornecimento de diversos produtos parcialmente interrompidos ou reduzidos por causa do coronavírus.

Além disso, ao longo desse ano, observamos o aumento do pedido de falência e de recuperação judicial de uma quantidade significativa de empresas de médio e pequeno porte, e consequentemente, o aumento do desemprego que se espalha em diversos países do mundo.

A taxa oficial de desemprego “esconde uma realidade muito frágil do mercado de trabalho”, afirma André Perfeito, da consultoria Necton. “Se a participação da população em idade ativa fosse a mesma do ano passado, a taxa de desemprego seria de 24,12%”, acrescenta.

E como nada tem custo zero, entramos também numa era histórica e muito preocupante em termos de endividamento. Será que estamos caminhando para um programa de ‘reset’ da dívida global?

Análises gráficas

As análises abaixo refletem apenas opiniões de cunho pessoal, e não ecoam de maneira alguma qualquer tipo de recomendação de investimento. Além disso, as mesmas são estritamente gráficas, e não consideram qualquer variável adicional, incluindo as citadas no início desse texto.

Ibovespa

Primeiramente, observamos que o indice brasileiro atingiu o seu objetivo de curto prazo que vínhamos comentando nas nossas análises semanais e diárias, conforme descrito abaixo.

A projeção em questão leva em consideração o rompimento do seu mais recente topo, na casa dos 101mil pontos, realizando uma figura conhecida como ‘W’ ou fundo duplo, projetando um objetivo no curto prazo para a faixa dos 111mil pontos, conforme indicado pela seta azul ao lado.

Pela força das últimas barras, o próximo alvo do ibovespa passa a ser o seu topo histórico, na faixa dos 120mil pontos, e posteriormente, mais a médio prazo, a região dos 140mil pontos – assumindo que o descanso / correção que o levou dos 105mil aos 93mil pontos foi apenas a confirmação de uma bandeira de alta, claramente configurada neste momento.

Contratos de dólar

Os contratos futuros de dólar sofreram recentemente uma forte desvalorização, rompendo o canal amplo de alta traçado pelas duas linhas paralelas e diagonais em roxo no gráfico abaixo.

Projetando a amplitude desse canal para baixo, encontramos um objetivo para a moeda abaixo dos USD/BRL 5,00 no curto / médio prazo.

O índice DXY reforça a tendência de enfraquecimento do dólar perante às outras moedas, e o rompimento para baixo da consolidação mais recente (marcada por duas linhas horizontas e paralelas em preto na parte inferior à esquerda do gráfico abaixo), sugerem que o dollar index poderá buscar as mínimas que não são alcançadas desde o início de 2018.

S&P 500

O principal índice americano rompeu a consolidação marcada pelo retângulo em preto no gráfico a seguir, e poderá produzir ao longo das próximas semanas um novo topo histórico na faixa dos 4mil pontos.

Commodities / Metais / Bitcoin

Seguindo o otimismo global, as commodities também vêm se valorizando ao longo dos últimos dias / semanas.

O preço do barril de petróleo WTI rompeu para cima uma consolidação entre os 34-42 USD/bbl que se arrastava desde o início de junho deste ano, caminhando para atingir o seu preço pré pandemia na faixa dos 54 USD/bbl.

O preço do minério de ferro continua a subir de forma impressionante, atingindo máximas históricas, puxado por uma forte demanda de aço pela China, que vem investindo massivamente em infraestrutura como forma de aquecer a sua economia, e pela expectativa de recuperação econômica de outras regiões em 2021. 

Como também vínhamos mencionando, o rompimento do canal de baixa marcado pelas duas linhas diagonais e paralelas em cinza, sugeriam graficamente que o cobre poderia alcançar patamares de preços que não eram alcançados há bastante tempo (conforme setas em cinza situadas no canto direito do gráfico abaixo), como aconteceu nestas últimas semanas.

Ouro / Bitcoin

O metal vem perdendo espaço à medida que observamos uma redução de aversão ao risco.

Contudo, como mencionado no início da nossa análise, a farta impressão de dinheiro e o nível de endividamento atual, continuam sendo variáveis importantes para os dois ativos em questão, dado que estes não podem ser criados ao ‘bel-prazer’ dos nossos governantes. Isto é, ambos ainda podem se apresentar como importante reserva de valor para o investidor (ainda mais como parte da estratégia de diversificação).

Agenda econômica

A agenda econômica nesta semana traz uma série de divulgações importantes, conforme mostram os dois calendários anexados a seguir. No entanto acreditamos que os mercados poderão continuar a se movimentar pautados principalmente em notícias envolvendo vacinas e estímulos econômicos adicionais, pelo menos até o final do ano.

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