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Análise do mercado :: semana 09 à 13 de Novembro

Neste momento, em que escrevemos a nossa análise semanal, as eleições americanas continuam a correr de forma indefinida, embora haja uma boa vantagem para o candidato Joseph Robinette Biden Jr.

O fato é que os principais índices do mundo subiram nesta última semana quase que de forma eufórica, no meio de toda indefinição e confusão envolvendo as eleições americanas, e de todos os profundos problemas econômicos no qual atualmente estamos submetidos.

Ainda não é possível mensurar totalmente os estragos adjacentes à covid-19. Primeiramente, porque ainda estamos dentro da pandemia, e os casos de contágio no mundo não param de crescer, com triste destaque para para a Europa e EUA.

Também desconhecemos os efeitos colaterais dos ‘remédios’ (ferramentas) utilizados para combater os impactos dessa pandemia no curtíssimo prazo. O fato é que nunca se imprimiu tanto dinheiro na história do mundo, e portanto, observamos uma valorização significativa de ativos desvinculados à esse fato, como demonstramos mais abaixo na nossa análise.

As incertezas continuam sendo enormes, assim como foi o otimismo produzido nesta última semana. O que as eleições americanas mudam na prática para você? 

Ibovespa

Observamos que após o rompimento de um canal estreito de baixa que perdurava por quase dois meses, o índice brasileiro fez dois movimentos fortíssimos e opostos nas duas últimas semanas, sob os efeitos das eleições americanas.

Nesse sentido, temos duas possíveis projeções para cima, caso o Ibovespa continue sua trajetória de alta.

A primeira projeção leva em consideração o rompimento (que ainda não aconteceu) do seu mais recente topo, na casa dos 101mil pontos, realizando uma figura conhecidoa como ‘W’ ou fundo duplo.

Realizando e confirmando esse padrão gráfico, o objetivo no curto prazo seria próximo aos 111mil pontos, conforme indicado pela seta azul ao lado.

Levando em consideração o cenário em questão, poderemos observar uma determinada dificuldade no rompimento dos 105mil pontos, atual máxima pré-pandemia.

Como mencionávamos nos semanais anteriores, como a correção observada foi relativamente rasa (se comparado a alta produzida a partir de Março), a mesma se assemelha bastante à uma possível bandeira de alta.

Levando em conta a mínima atingida no início de todo esse ambiente, até o topo mais recente, encontramos um intervalo de cerca de 43mil pontos. Projetando essa amplitude para cima, como diz a teoria para padrões de bandeiras, encontramos um objetivo de médio / longo prazo na faixa dos 140mil pontos. Será?

Contratos de dólar

Os contratos futuros de dólar sofreram uma forte desvalorização nestas últimas semanas, e testaram a linha inferior do canal amplo de alta delineado em roxo no gráfico abaixo.

Primeiramente, conforme pressupõe a análise técnica, tentativas de rompimentos falham cerca de 85% das vezes.

Contudo, a pressão da queda até o momento é bem expressiva, e o rompimento desta canal projeta este para a sua mínima do ano, num alvo em torno de USD/BRL 4,80.

No entanto, para que isso venha acontecer de forma mais incisiva, precisaríamos ver uma demonstração contundente do governo sobre a existência de um caminho claro para a redução da nossa dívida no longo prazo. Uma segunda onda de coronavírus aqui no Brasil seria extremamente prejudicial para a questão sanitária, e também para as ambições da nossa moeda e do nosso índice.

O índice DXY após realizar uma queda extremamente aguda, continua se segurando dentro das duas linhas paralelas marcadas em preto no gráfico abaixo. O rompimento deste para baixo pode levar o dollar index para mínimas não alcançadas desde o início de 2018.

S&P 500

O principal índice americano vem nas últimas semanas trabalhando de forma consolidada entre os seus topos históricos pré e pós pandemia. O rompimento deste intervalo pode produzir tanto um novo topo histórico, na faixa dos 4mil pontos, quanto pode levar o mesmo de volta aos 2,8mil pontos. Os alvos mencionados podem ser produzidos após a ‘digestão’ relativa à definição das eleições americanas.

Commodities / Metais / Bitcoin

O preço do barril de petróleo WTI se ‘acomodou num território incômodo’ para os seus produtores, já que vem se movimentando dos 34 aos 42 USD/bbl desde o início de junho deste ano.

De forma curiosa, observamos um comportamento distinto entre diversas commodities que em conjunto ajudam (ajudavam) a medir a temperatura da situação econômica do mundo.

O minério de ferro depois de romper uma importante consolidação na casa dos USD 100, atingindo a sua nova máxima histórica, tendência essa que vínhamos comentando nas análises semanais passadas, vem corrigindo, sem demonstrar muita força nesta última semana de tanta euforia. No atual contexto, seria natural a acomodação dentro de uma zona mais neutra / equilibrada de preços.

Como mencionamos, algumas commodities dão uma sinalização controversa, quando comparada à outras.

O rompimento do canal de baixa marcado pelas duas linhas diagonais e paralelas, sugerem graficamente, que o cobre tem um potencial de alta para patamares de preços que não são alcançados há bastante tempo (conforme setas em cinza situadas no canto direito do gráfico abaixo).

Ouro

O ouro após cumprir o seu alvo gráfico (seta preta na parte superior do gráfico), pode estar fazendo também uma figura de ‘W’ para caminhar rumo ao seu topo histórico.

A intensificação de impressão de dinheiro pelos bancos centrais ao redor do mundo geram uma força positiva para o metal, simplesmente pelo fato de trazer uma instabilidade considerável em termos de confiança no poder aquisitivo do papel moeda.

Bitcoin

Seguindo a mesma linha do ouro, isto é, de ativos que pela sua natureza não podem ser jogados indiscriminadamente na economia, como tem acontecido com o nosso mais tradicional ativo de valor, o dinheiro (em teoria um simples pedaço de papel), observamos um espaço vazio para que o mesmo volte a alcançar o seu topo histórico, conforme gráfico a seguir.

Agenda econômica

A agenda econômica nesta semana embora traga eventos importantes, é em teoria menos relevante do que a da semana que passou. De qualquer forma selecionamos os de mais peso, conforme calendários abaixo. 

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