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Análise do mercado :: semana 10 à 14 de Maio

Observamos uma série de bolsas ao redor do mundo fazendo topos históricos, num ambiente marcado por uma pandemia ainda presente praticamente em todos os lugares (sim, com diferentes intensidades), e com as economias ainda em fase de retomada, influenciadas por políticas monetárias e fiscais extremamente expansionistas.

Contudo, quando olhamos para um dos índices chineses, observamos uma determinada e longa consolidação, como demostra o gráfico abaixo. 

A pergunta é: porque o índice da 2a maior economia do mundo, que também seguiu as mesmas políticas expansionistas, e foi um dos primeiros países a praticamente ‘controlar’ o coronavírus, não se comportou como muitos outros?

Alguns fatos talvez possam ajudar a explicar esse fato interessante. Primeiramente, a China continua vivendo sob um regime político ditatorial, onde intervenções de naturezas distintas podem ocorrer a qualquer momento. A quebra de uma série de empresas governamentais ao longo dessa pandemia também podem ajudar a esclarecer a dificuldade de um movimento mais intenso para cima de um dos seus mais importantes índices. Além disso, conflitos, disputas, e até mesmo penalizações aplicadas em algumas das grandes empresas de tecnologia, como Alibaba, Tencent e Meituan, também entram na lista de possíveis motivos.

Além disso, de acordo com a matéria da exame, o governo pediu para que os principais bancos segurassem seus empréstimos, drenando liquidez, o que pode sinalizar um possível aumento nas taxas de juros num futuro próximo, seguindo a tendência de diversos outros países que já procederam desta forma.

No entanto as projeções para a economia Chinesa permanecem robustas, conforme estimativas de crescimento para este ano na casa de 8%, fonte FMI, e o país continua puxando para cima o consumo de uma série de commodities, como minério de ferro e cobre.

A pergunta permance ‘inquieta’, mas o monitoramento deste comportamento é fundamental, dado que qualquer movimento mais abrupto neste país pode impactar os mercados do mundo inteiro.

Análises gráficas

As análises abaixo refletem apenas opiniões de cunho pessoal, e não ecoam de maneira alguma qualquer tipo de recomendação de investimento. Além disso, as mesmas são estritamente gráficas, e não consideram qualquer variável adicional, incluindo as citadas no início desse texto.

Ibovespa

Após alcançar o objetivo traçado nas análises anteriores, na casa dos 120mil pontos, o índice brasileiro sentiu o topo do canal de alta marcado pelas duas linhas diagonais e paralelas em preto no gráfico abaixo, e após uma correção acentuada, vem se recuperando lentamente em direção ao seu topo histórico.

O alvo na região dos 140mil pontos – assumindo que o descanso / correção que o levou dos 105mil aos 93mil pontos foi apenas a confirmação de uma bandeira de alta, se mantém, e nesse momento de forma mais factível.

Como suportes atualmente importantes, destaca-se a retração de 50% de fibo da sua última perna de alta, na faixa dos 110mil pontos, e como resistência imediata, o seu topo histórico na casa dos 125mil pontos.

Numa visão dolarizada,  observa-se que o ibovespa se encontra dentro de um canal amplo de alta, e acabou de romper a média de 200 períodos, que costuma ser uma importante região de suporte / resistência, conforme demonstra o gráfico a seguir. Ou seja, confirmando o rompimento desta média, pode seguir na sua trajetória mais recente de alta.

Contratos de dólar

Os contratos futuros de dólar vêm trabalhando dentro de uma ampla congestão, conforme o retângulo destacado no gráfico abaixo. A moeda americana vem mostrando um determinado enfraquecimento diante das moedas de países emergentes, como a do Brasil, e pode testar a base desta aglomeração perto dos USD/BRL 5,00.

O índice DXY nestas últimas semanas também vem evidenciando um enfraquecimento do dólar frente às moedas de países desenvolvidos, e pode voltar a testar o suporte marcado pela linha mais espessa em vermelho na parte inferior do gráfico a seguir.

S&P 500

O principal índice americano continua a subir após atingir o objetivo que já vinha mencionando desde o 4o trimestre do ano passado.  

“rompeu a consolidação marcada pelo retângulo em preto no gráfico a seguir, e vem produzindo novos topos históricos, no qual enxergo um potencial de valorização para a faixa dos 3.900 / 4.000 pontos no médio prazo (pela projeção para cima da amplitude do retângulo mencionado – conforme setas em cinza no gráfico abaixo).”

Observa-se que este vem fazendo máximas históricas semanais, com recentes divulgações de dados robustos da economia americana, como o último payroll, manutenção de uma política monetária dovish, e estímulos fiscais ‘infinitos’ (que podem gerar uma série de outros problemas mais pra frente).

A tendência de alta é clara, e inegável. Contudo, relativamente esticada.

Commodities / Metais / Bitcoin

Também como mencionado desde o ano passado, o preço do barril de petróleo mais do que alcançou o seu preço pré-pandemia.

“O preço do barril de petróleo WTI rompeu para cima uma consolidação entre os 34-42 USD/bbl que se arrastava desde o início de junho deste ano, caminhando para atingir o seu preço pré pandemia na faixa dos 54 USD/bbl.”

Conforme também escrito anteriormente, havia uma boa probabilidade que o preço continuasse a subir, dado ao otimisto de recuperação econômica pelos mercados, e o corte de Capex (investimento) realizado pelas empresas do setor de óleo e gás, sugerindo um futuro possível de desequilíbrio entre oferta e demanda também para o petróleo.

No entanto, os preços podem ter estacionado num patamar de equilíbrio, com os principais produtores balanceando os cortes de produção realizados durante o período econômico mais intenso da pandemia, tentando mantê-los num nível saudável, mas nem tanto atrativo para o setor de shale.

Os preços do minério de ferro e de cobre depois de subirem de forma muito acentuada, num misto de disrupção da cadeia de suprimentos, e uma demanda inesperada vinda principalmente da China, voltaram a subir, fazendo novas máximas históricas. 

Ouro / Bitcoin

O metal rompeu uma importante LTB (linha de tendência de baixa – marcada em vermelho) e pode voltar a subir com importância.

Já o bitcoin, continua trabalhando de forma consolidada entre os 50mil – 60mil USD, e pode a qualquer momento fazer um movimento de explosão para qualquer lado.

Agenda econômica

O calendário econômico desta semana será bastante importante, como a divulgação da ata do COPOM, e índices de inflação no Brasil e nos EUA.

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