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Análise do mercado :: semana 11 à 15 de Janeiro

Na análise da semana passada o André escreveu muitas coisas interessantes. Releiam aqui.

Nesta semana, tentarei mostrar que alguns ativos atingiram pontos importantíssimos. Vejam a seguir…

Antes disso vale comentar sobre alguns riscos que poderão acompanhar o ano de 2021:

(i) Nos próximos meses teremos em teoria a comprovação se as vacinas terão a capacidade de reduzir a atual curva de contágio e de óbitos, como desejamos e se é esperado. Uma resposta ‘insuficiente’ poderá trazer a tona novamente questões sobre o futuro das economias. Nesse contexto é importante mencionar que uma massa relevante da população do globo ficou sem trabalho durante o ano que passou.

Os gráficos a seguir mostram respectivamente a evolução dos pedidos iniciais por seguro desemprego nos EUA, e a taxa de desemprego aqui no Brasil (que pode subir, com o aumento de pessoas buscando oportunidades de trabalho neste ano – caso o governo não estenda o ‘corona voucher’, como vem afirmando).

(ii) Diversos bancos centrais já deixaram de forma clara que as taxas de juros baixas vieram para ficar, e por tempo ‘indeterminado’, o que de fato é um mecanismo poderoso para a expansão das economias. Mas o que poder fazer essa dinâmica ficar pressionada? A sombra da inflação talvez seja a variável mais óbvia e mais temida. 

Obviamente que existe uma grande quantidade de outras variáveis como reformas e privatizações, quanto outras de escopo global, que não foram listadas nesse breve texto.

Contudo, o objetivo aqui é somente pontuar, que o clima tende a ser claro, mas com possíveis tempestades de duração indeterminada ao longo do caminho.

Análises gráficas

As análises abaixo refletem apenas nossas opiniões pessoais, e não representam qualquer tipo de recomendação de investimento. Além disso, as mesmas são estritamente gráficas, e não consideram qualquer variável adicional.

Ibovespa

Como escrevemos na nossa análise semanal anterior, o próximo alvo do principal índice acionário brasileiro seria o seu topo histórico na faixa dos 120mil pontos – objetivo alcançado na última semana de 2020.

Pela força das últimas barras, o alvo a seguir passa a ser a região dos 135-140mil pontos – assumindo que o descanso / correção que o levou dos 105mil aos 93mil pontos foi apenas a confirmação de uma bandeira de alta, claramente configurada conforme gráfico abaixo.

Contratos de dólar

Os contratos futuros de dólar sofreram recentemente uma forte desvalorização, rompendo o canal amplo de alta traçado em roxo no gráfico abaixo.

Projetando a amplitude desse canal para baixo, encontramos um objetivo para a moeda abaixo dos USD/BRL 5,00 que foi atingido na última semana do ano. Temos agora a moeda americana reagindo novamente, tendo fechado na última semana na região de 5430 pontos aproximadamente.

Vale pontuar que geralmente o dólar tem um comportamento inverso do índice futuro. Na última semana, ambos valorizaram-se contrariando esse comportamento.

O índice DXY atingiu uma região de suporte que não era alcançada desde o início de 2018. Como a queda recente foi muito acentuada, achamos improvável que o DXY perca essa região facilmente. Vamos acompanhar de perto.

S&P 500

O principal índice americano atingiu uma importante região de resistência. Veja nossa análise do ativo, no vídeo a seguir:

Commodities / Metais / Bitcoin

Seguindo o otimismo global, as commodities também vêm se valorizando ao longo dos últimos dias / semanas.

O preço do barril de petróleo WTI rompeu para cima uma consolidação entre os 34-42 USD/bbl que se arrastava desde o início de junho deste ano, caminhando para atingir o seu preço pré pandemia na faixa dos 54 USD/bbl. Confira nossa análise do Petróleo em vídeo:

O preço do minério de ferro continua a subir de forma impressionante, atingindo máximas históricas, puxado por uma forte demanda de aço pela China, que vem investindo massivamente em infraestrutura como forma de aquecer a sua economia, e pela expectativa de recuperação econômica de outras regiões em 2021. Confira a seguir nossa análise em vídeo para o ativo:

Ouro / Bitcoin

O metal precioso, após romper uma importante LTB (linha de tendência de baixa – marcada em roxo) afundou e fechou a semana cotado em 1.847 dólares/oz.

Num ritmo mais acelerado, o Bitcoin, atualmente a principal cripto moeda do mundo, acelera sua valorização, alcançando um patamar próximo aos 42mil USD.

Enxergamos ainda um potencial de alta para ambos os ativos, devido à farta impressão de dinheiro no planeta via políticas monetárias e fiscais, e riscos econômicos significativos com importante chance de materialização.

Agenda econômica

A agenda econômica desta semana traz uma série de divulgações importantes. Sumarizamos abaixo apenas aqueles listados como os mais importantes e que podem trazer mais volatilidade aos mercados.

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