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Análise do mercado :: semana 12 à 16 de Outubro

Os principais índices do mundo fecharam a semana no positivo, cercados por eventos ‘não programados’, mas que repercurtiram bem, como a recuperação do presidente americano Donald Trump da covid-19, o possível acordo para mais um pacote fiscal nos EUA, e aqui no Brasil, o celamento de uma trégua política entre o presidente da câmara dos deputados, Rodrigo Maia, e o ministro da economia, Paulo Guedes (será que dessa vez é pra valer?), em prol de uma agenda de reformas e de defesa do teto dos gastos públicos.

Contudo, os riscos permanecem muito presentes, e a qualquer momento podem trazer mais solavancos aos mercados.

O déficit fiscal continua sendo o tema do momento aqui no Brasil, principalmente com a aparente inclinação de Jair Bolsonaro no sentido de utilizar-se de medidas populistas visando uma possível reeleição no ano de 2022.

O gráfico abaixo publicado no último relatório da Verde Asset demonstra o nível de endividamento de vários países emergentes com relação aos seus respectivos PIBs, e também o quanto deste mesmo percentual foi gasto ao longo dessa atual pandemia.

Desta forma, olhando para o eixo vertical, notamos que Brasil, Chile, Peru, foram os países que mais despenderam com medidas fiscais para enfrentamento à pandemia. Contudo, observa-se pelo eixo horizontal, que estes três possuem uma situação totalmente distinta em termos de dívida pública.

Se já não bastasse uma preocupação legítima sobre o nosso nível de endividamento, os auxílios concedidos pelo governo produziram um interessante fenômeno de aumento de popularidade do atual presidente da república, despertando assim um aparente desejo de implementar medidas populistas, sendo o ‘Renda Brasil’ o que está mais em voga, devido à sua ‘polêmica complexidade‘ em termos de fontes de financiamento.

O gráfico a seguir demonstra a evolução em termos de popularidade  / aprovação do atual governo, conforme publicação da exame desta última 6af.

Para um país de economia frágil, um endividamento descontrolado combinado à uma inflação crescente pode ser a indesejável equação para as pretensões da manutenção de uma política monetária expansionista (juros baixos), que é um dos principais mecanismos a serem utilizados durante um período de recessão ou depressão econômica.

Abaixo observamos, conforme dados divulgados pela FGV, que a inflação (IPC-S) dobrou neste último mês.

Falando um pouco e rapidamente sobre mundo, além das eleições americanas, e de um eventual novo pacote fiscal por lá, nota-se uma curva de contágio (2a onda) impressionante pela Europa, que vem gerando uma série de novas restrições nesses países, que podem sim acarretar num processo ainda mais demorado de retomada econômica.

Ibovespa

Observamos que pela décima segunda semana consecutiva o principal índice brasileiro fechou dentro de uma canal estreito de baixa, num intervalo de aproximadamente cinco mil pontos. Como a correção pelo menos até este momento é relativamente rasa (se comparado a alta produzida a partir de Março), a mesma se assemelha bastante à uma possível bandeira de alta (faltando obviamente o rompimento pra cima da mesma). Ou seja, a simples visualização dessa figura gráfica significa dizer que a tendência primária do Ibovespa ainda é de alta, mas exigindo preocupações crescentes.

Contudo, embora viéssemos alertando sobre uma possível correção na casa dos 96,5mil pontos (já realizada), conforme vídeo mais abaixo, o rompimento para baixo desse mesmo canal projetaria o índice brasileiro para uma região ainda mais baixa, na faixa dos 88-89mil pontos, que coincide com um importante suporte (linha horizontal em preto) e a retração de 50% de fibo, conforme gráfico abaixo.

No nosso matinal destacamos que os contratos futuros do índice tinham por meio de projeção de três figuras gráficas distintas um potencial de queda no curtíssimo prazo até a faixa dos 96,5mil pontos, atingido nesta última semana.

Observem que essas três projeções coincidentemente sugerem exatamente a mesmíssima depreciação’ nos preços.

Contratos de dólar

Já os contratos futuros de dólar romperam mais uma vez a consolidação marcada pelas duas linhas paralelas em azul, no entanto, sem conseguir romper a ‘barreira’ demarcada pela linha em vermelho, configurando uma já existente aglomeração que consiste na região de preços entre as linhas azul e vermelha.

O rompimento da linha vermelha projetaria o dólar para as máximas deste ano.

Vale ressaltar que o Real é a moeda dos países emergentes que mais de desvalorizou frente ao dólar neste ano, de acordo com o quadro ao lado.

O índice DXY após realizar uma queda extremamente aguda, justamente pelo afrouxamento monetário e fiscal americano, vem se segurando dentro das duas linhas paralelas marcadas em preto no gráfico abaixo, dado que as condições de enfretamento à pandemia são frágeis em uma boa parte dos países, sobretudo, nas principais economias da Europa (já que o Euro é a principal moeda que compõe o dollar index).

Para entender um pouco mais sobre o índice DXY, e quais são os principais fatores que fazem a moeda americana oscilar perante às outras moedas do mundo, sugerimos que assistam o vídeo ao lado, que aborda esses temas de forma extremamente resumida e simples. É um assunto de extrema importância para todos aqueles que queiram otimizar seus investimentos de uma forma em geral.

S&P 500

O principal índice americano depois de produzir um novo topo histórico, e corrigir de forma interessante, se recuperou após fazer um fundo com uma barra ‘martelo’ (formação clássica de reversão), fechando a semana acima do seu topo histórico pré-pandemia.

Importante ressaltar que a aproximação e indefinição das eleições presidenciais marcadas para o dia 03 de Novembro deste ano, e o alto número de contágio e óbito no país pelo coronavírus, poderão continuar a gerar uma volatilidade mais intensa ao longo deste mês de Outubro.

Commodities 

Assim como em Setembro, os preços do barril de petróleo vem apresentando uma considerável volatilidade neste mês de Outubro (bem superior ao dos meses anteriores).

Cabe ressaltar que nesta semana a OPEP em seu relatório anual sobre petróleo, reduziu as projeções de demanda pela commodity, que acabou sendo mais do que compensado pelos estragos do furacão Sally na região do Golfo do México, sendo este o principal evento que acarretou na alta nos preços do barril observada nesta última semana.

O minério de ferro depois de romper uma importante consolidação na casa dos USD 100, atingindo a sua nova máxima histórica, tendência essa que vínhamos comentando nas análises semanais passadas, acabou produzindo posteriormente uma correção rasa, para fechar esta semana com uma barra de alta relevante.

Assim como aconteceu com o minério de ferro, a possibilidade de interrupções nas cadeias de abastecimento do cobre  acabaram gerando igualmente uma pressão nos preços dessa commodity, dado que o Chile, principal produtor mundial desta, vem sofrendo demasiadamente com a atual pandemia do coronavírus.

O rompimento do canal de baixa marcado pelas duas linhas diagonais e paralelas, sugerem graficamente, que o mesmo tem um potencial de alta para patamares de preços que não são alcançados há bastante tempo (conforme seta vermelha situada no canto direito superior do gráfico abaixo).

Ouro

O ouro após cumprir o seu alvo gráfico, e romper o triângulo em preto para baixo, voltou com uma nova força, fechando essa semana com uma barra de alta significativa, e sem sombras, o que sugere uma continuidade do movimento para esta semana.

A intensificação de impressão de dinheiro pelos bancos centrais ao redor do mundo geram uma força positiva para o metal, simplesmente pelo fato de trazer uma instabilidade considerável em termos de confiança no poder aquisitivo do papel moeda.

Agenda econômica

A agenda econômica não traz nesta semana um conjunto de eventos tão relevantes, conforme observa-se nas tabelas abaixo. No entanto, o contexto descrito no início da nossa análise, já é mais do que suficiente para que os próximos dias sejam de forte emoção.

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