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Análise do mercado :: semana 14 a 18 dezembro

Chegamos praticamente na última semana do ano, com os mercados animados. 11 pregões nos separam de 2021.

A enxurrada de dinheiro injetado nas economias fluiu naturalmente para os mercados financeiros e as bolsas finalizam o ano recuperando praticamente toda a queda observada no início do ano.

Nenhum dos fatos abaixo tem sido capaz de frear o otimismo das últimas semanas…

 

1. Judicialização das eleições americanas; 

2. Recordes de endividamento das nações desenvolvidas;  

3. Endividamento alto das empresas, cada vez mais dependentes dos juros baixos; e

4. Perspectiva de novos lockdowns (mesmo parciais) mundo afora.

Índice futuro no Brasil

O índice futuro do Brasil atingiu seu objetivo na região de 115.000 pontos, dado pela projeção de 161% da amplitude da última queda 103-93 mil pontos. 

Normalmente depois de altas expressivas como a que observamos durante todo o mês de Novembro, seria de se esperar que o mercado fizesse um movimento de lateralização, antes de continuar sua trajetória de alta ou até mesmo corrigir. 

Graficamente a região de 110 mil pontos apresenta-se como um suporte importante. Abaixo disso teríamos a região de 106-105 mil pontos. Como resistência mais imediata teríamos os 116.300 pontos.

Judicialização das eleições americanas

Continuam as batalhas jurídicas em torno das eleições americanas. A depender dos desdobramentos desta disputa poderemos ver um aumento da aversão a risco nos mercados, de maneira geral.

Contratos de dólar e DXY

O contrato de dólar futuro fechou a semana rompendo a região de 5299, um importante suporte e agora caminha em direção aos 4,90XX. 

A depender do comportamento do DXY (comentários abaixo), poderemos ver uma nova pernada de desvalorização da moeda americana, nos próximos dias. 

O índice DXY interrompeu sua trajetória de alta e encontra-se no suporte por volta dos 91.000 pontos. Se esse suporte for rompido, podemos estar próximos de uma nova pernada de desvalorização do dólar frente a outras moedas, nas próximas semanas. 

Se você não conhece o funcionamento deste índice, recomendamos que você leia este artigo que preparamos.

SP500

O principal índice americano, que reúne as ações das 500 maiores empresas daquele mercado rompeu seu topo histórico e fez novas máximas por volta de 3.700 pontos.

Olhando o gráfico temos um suporte importante na região de 3.586 pontos. Um fechamento abaixo deste nível poderia sinalizar que uma correção até os 3.400 pontos poderia ser encomendada.

DAX

O principal índice da Europa, DAX, encontra-se novamente numa resistência importante. Há anos observo a dificuldade do índice alemão superar os 14.000 pontos. Sempre que aproxima-se desta região observamos quedas violentas. 

Nitidamente a perspectiva de uma segunda onda de lockdowns na Europa, que vem sendo implementada em algumas cidades aumenta a aversão à riscos e isso contribui para que os preços dos ativos caiam. Vamos observar com atenção os próximos capítulos desta “novela”. 

Graficamente, na periodicidade de 60 minutos, temos uma congestão nítida formada. A perda de 13.000 pontos poderia levar os mercados a retestar a região de 12.500 pontos.

Commodities e metais

Depois de uma recuperação importante nos preços do barril de petróleo entre abril e agosto, o mesmo iniciou recentemente uma trajetória de lateralização que foi rompida para cima, na última semana.

Agora temos um canal de alta estabelecido, conforme podemos notar no gráfico abaixo. Neste cenário devemos privilegiar posições compradas no ativo.

Ressalvamos que o ativo parece formar uma cunha ascendente. Esse é um padrão de reversão.

O minério de ferro rompeu com força a região de USD 129 e atingiu quase 160 dólares.Parece muito afastado das médiass. Vamos acompanhar com atenção.

Neste vídeo explicamos a importância das zonas de oferta e demanda. Vale à pena conferir.

O ouro caiu muito forte nas últimas semanas e confirmou o padrão dead cat bounce, que havíamos comentado há 2 semanas atrás.

O objetivo do metal por volta dos 1750 dólares foi atingido e agora o ativo faz um pull-back (retorno) à região de suporte que fora rompida, nos 1.840 dólares.

Como tivemos um ativo em queda por vários dias e próximo de um suporte importante, devemos estar atentos a eventuais divergências de alta, nos próximos pregões.

Agenda econômica

Sumarizamos abaixo o calendário da Investing.com destacando apenas os eventos que normalmente trazem mais volatilidade aos mercados. 

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