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Análise do mercado :: semana 16 à 20 de Novembro

O baile continua como se nada estivesse acontecendo… 

1. Judicialização das eleições americanas; 

2. Recordes de endividamento das nações desenvolvidas;  

3. Endividamento alto das empresas, cada vez mais dependentes dos juros baixos; e

4. Perspectiva de novos lockdowns (mesmo parciais) mundo afora.

 

O VIX está acumulando forças para um movimento de expansão há várias semanas. Também como conhecido como índice do medo, costuma reagir fortemente quando os mercados caem.

Pode-se notar um padrão de acumulação, muito típico às vésperas de uma expansão. Graficamente, a superação de 41-44 pontos seria uma sinalização muito forte de aversão à risco. Vamos acompanhar com atenção!!!

Índice futuro no Brasil

O gráfico diário do índice futuro do Brasil recuperou-se totalmente da queda da semana retrasada, quando mergulhara até os 93.600 pontos. Agora encontra-se na resistência dos 105-106 mil pontos novamente. 

Um fechamento acima de 106.000 pontos seria uma sinalização muito positiva para os comprados, pois poderia levar o mercado a testar a região de 113.000 rapidamente.

Graficamente pode-se observar que a região de 93.000 pontos consolida-se como um importante suporte.

Contexto global

No dia 03 de Novembro tivemos as eleições nos EUA. 

Na última semana o partido de Donald Trump ingressou com ações na justiça pleiteando a recontagem de votos, a partir da alegação de evidências de fraudes eleitorais (eleitores mortos que teriam votado, falhas nos softwares de apuração, etc). 

Naturalmente esses fatos, apesar de pouco noticiado pela imprensa que aparentemente milita em favor do candidato democrata,  deixa um clima de incertezas sobre o futuro dos EUA.

A depender dos desdobramentos desta batalha jurídica poderemos ver um aumento da aversão a risco nos mercados, de maneira geral.

Contratos de dólar e DXY

O contrato de dólar futuro fechou a semana bem próximo da resistência de 5,5510. O gráfico a seguir mostra com nitidez que o índice futuro da moeda americana perdeu um canal de alta que vinha sendo respeitado há vários meses e agora faz um pull-back por baixo da linha de tendência perdida. 

A depender do comportamento do DXY (comentários abaixo), poderemos ver uma nova pernada de desvalorização da moeda americana, nos próximos dias. 

O índice DXY interrompeu sua trajetória de alta e aproxima-se do suporte por volta dos 92.000 pontos. Se esse suporte for rompido, podemos estar próximos de uma nova pernada de desvalorização do dólar frente a outras moedas, nas próximas semanas. 

Se você não conhece o funcionamento deste índice, recomendamos que você leia este artigo que preparamos.

SP500

O principal índice americano, que reúne as ações das 500 maiores empresas daquele mercado revisitou seu topo histórico, após o anúncio da vacina contra o COVID. Temos uma nova máxima na região de 3.650 pontos aproximadamente.

Olhando o gráfico temos uma congestão nítida com suporte na região de 3.200 pontos e resistência por volta dos 3.550-3.650 pontos. Apenas o rompimento de umas dessas extremidades poderia indicar o caminho mais provável para o principal índice global.

DAX

O principal índice da Europa, DAX, encontra-se novamente numa resistência importante. Há anos observo a dificuldade do índice alemão superar os 14.000 pontos. Sempre que aproxima-se desta região observamos quedas violentas. Na última semana fechamos por volta dos 13.000 pontos.  

Nitidamente a perspectiva de uma segunda onda de lockdowns na Europa, que vem sendo implementada em algumas cidades aumenta a aversão à riscos e isso contribui para que os preços dos ativos caiam. Vamos observar com atenção os próximos capítulos desta “novela”. 

Commodities e metais

Depois de uma recuperação importante nos preços do barril de petróleo entre abril e agosto, o mesmo iniciou recentemente uma trajetória de lateralização.

Nitidamente a congestão encontra-se entre 36 e 43 dólares.  Vide gráfico abaixo.

O minério de ferro visitou a região de USD 129 e corrigiu. Temos duas resistências importantes no ativo: 126 e 129 dólares respectivamente, que são uma importante zona de oferta. O suporte mais importante encontra-se na região de 113 dólares. 

Neste vídeo explicamos a importância das zonas de oferta e demanda. Vale à pena conferir.

O ouro caiu muito forte na última 2a. feira e parece fazer o padrão dead cat bounce. A perda de 1.850 dólares poderia levar o ativo a revisitar a região abaixo dos 1800 dólares. No vídeo ao lado explicamos os conceitos do padrão dead cat bounce.

Considerando a alta dos últimos 6 meses, pode-se afirmar que o metal capturou uma parcela do movimento defensivo que naturalmente era direcionado ao dólar. Contudo, como vínhamos ressaltando, não há muita novidade nessa possível preferência, dado que a intensificação de impressão de dinheiro pelos bancos centrais ao redor do mundo pode de fato trazer uma instabilidade em termos de confiança no poder aquisitivo do papel moeda.

Agenda econômica

Sumarizamos abaixo o calendário da Investing.com destacando apenas os eventos que normalmente trazem mais volatilidade aos mercados. 

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