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Análise do mercado :: semana 18 à 22 de Janeiro

Caminhamos até a 1a quinzena desse novo ano de 2021 ainda cercado de muitas incertezas. A principal, e o grande gatilho para toda esta crise, demonstra infelizmente um número ainda crescente de contágio e óbitos em todo o mundo, vide a figura a seguir.

Como todos nós brasileiros temos acompanhado, o país caminha para uma situação também muitíssimo delicada, e extremamente triste e calamitosa, sobretudo com o que vem acontecendo em Manaus.

A nova cepa do coronavírus identificado na região pode ser mais contagiosa do que as demais, dado que pode ter características semelhantes com as encontrandas no Reino Unido e África do Sul. Se espalhando para os demais estados, que já atravessam condições bastante desfavoráveis, poderemos ver essa segunda onda se acentuar de forma mais intensa – fragilizando ainda mais o país em diversos aspectos.

Ainda sobre o tema, vale chamar a atenção que a China voltou a apresentar surto da doença em duas cidades, que neste momento se encontram em estado de emergência, sendo esta nação um dos principais motores do mundo, e que apresenta uma das melhores recuperações econômicas até então.

Os dois gráficos abaixo revelam o progresso da vacinação em diversos países, e o número de contágio em Israel, que vem melhor desepenhando o ritmo de vacinação se relacionado ao tamanho da sua população. Conforme comentado nos semanais passados, torcemos para que o futuro breve nos comprove a eficácia real das mesmas com uma curva decrescente de contágio e óbitos ao redor do globo.

Além de todas as questões que temos abordado sobre a pandemia, taxas de juros, estímulos fiscais e monetários, inflação etc., na próxima semana teremos um novo governo (democrata) nos EUA, com maioria na câmara, e com o voto de ‘minerva’ no senado, o que sugere muito estímulo fiscal por lá – o que aumenta o endividamento público do país, impactando por consequência a a taxa de juros (como vemos a seguir), e possivelmente, o mercado acionário.

Aqui no Brasil, que vive em meio à eternas crises políticas, a definição futura dos presidentes de ambas as casas (câmara e senado), pode trazer dificuldades ainda maiores para o atual governo, que insiste a se portar de forma ‘inconvencional’.

Análises gráficas

As análises abaixo refletem apenas opiniões de cunho pessoal, e não ecoam de maneira alguma qualquer tipo de recomendação de investimento. Além disso, as mesmas são estritamente gráficas, e não consideram qualquer variável adicional, incluindo as citadas no início desse texto.

Ibovespa

Como escrevemos em uma das nossas análises semanais anteriores, o próximo alvo do principal índice acionário brasileiro seria o seu topo histórico na faixa dos 120mil pontos – objetivo alcançado na última semana de 2020.

Pela força das últimas barras, o alvo a seguir passa a ser a região dos 140mil pontos – assumindo que o descanso / correção que o levou dos 105mil aos 93mil pontos foi apenas a confirmação de uma bandeira de alta, claramente configurada conforme gráfico abaixo.

Contudo, é fundamental ficar atento ao comportamento do Ibovespa nos próximos dias / semanas, já que este rejeitou uma importante região de resistência definida pelo canal de alta estabelecido desde 2016. Desde então, a única ocasião em que este foi rompido de fato (para baixo), foi exatamente no início dessa atual crise.

Contratos de dólar

Os contratos futuros de dólar sofreram recentemente uma forte desvalorização, rompendo o canal amplo de alta traçado pelas duas linhas paralelas e diagonais em roxo no gráfico abaixo.

Projetando a amplitude desse canal para baixo, encontramos um objetivo para a moeda abaixo dos USD/BRL 5,00 no curto / médio prazo.

No entanto, (a) graficamente o alvo se tornou menos provável dado à composição das últimas duas barras semanais, e (b) possíveis decisões relativas a continuidade do auxílio emergencial devido a situação atual da pandemia no país, pode ajudar a impulsionar a moeda americana para cima.

Enquanto isso, índice DXY reforça a tendência de enfraquecimento do dólar perante às outras moedas de países desenvolvidos, e o rompimento para baixo da consolidação mais recente (marcada por duas linhas horizontas e paralelas em preto na parte inferior à esquerda do gráfico abaixo), sugerem que o dollar index poderá buscar as mínimas que não são alcançadas desde o início de 2018.

S&P 500

O principal índice americano rompeu a consolidação marcada pelo retângulo em preto no gráfico a seguir, e vem produzindo novos topos históricos, no qual enxergamos um potencial de valorização para a faixa dos 3.900 / 4.000 pontos no médio prazo (pela projeção para cima da amplitude do retângulo mencionado – conforme setas em cinza no gráfico abaixo).

Commodities / Metais / Bitcoin

Seguindo o otimismo global, as commodities também vêm se valorizando ao longo dos últimos dias / semanas.

O preço do barril de petróleo WTI rompeu para cima uma consolidação entre os 34-42 USD/bbl que se arrastava desde o início de junho deste ano, caminhando para atingir o seu preço pré pandemia na faixa dos 54 USD/bbl.

O preço do minério de ferro continua a subir de forma impressionante, atingindo máximas históricas, puxado por uma forte demanda de aço pela China, que vem investindo massivamente em infraestrutura como forma de aquecer a sua economia, e pela expectativa de recuperação econômica de outras regiões em 2021. 

Como também vínhamos mencionando, o rompimento do canal de baixa marcado pelas duas linhas diagonais e paralelas em cinza, sugeriam graficamente que o cobre poderia alcançar patamares de preços que não eram alcançados há bastante tempo (conforme setas em cinza situadas no canto direito do gráfico abaixo), como aconteceu nestas últimas semanas.

Ouro / Bitcoin

O metal tem uma importante LTB (linha de tendência de baixa – marcada em vermelho) que ainda não foi vencida. Só rompendo a mesma para cima poderá retornar à faixa próxima dos 2mil USD.

Num ritmo mais acelerado, o Bitcoin, atualmente a principal cripto moeda do mundo, depois de uma forte correção de quase 10mil USD, volta a acelerar sua valorização, alcançando um patamar próximo aos 40mil USD.

Enxergamos ainda um potencial de alta para ambos os ativos, devido à farta impressão de dinheiro no planeta via políticas monetárias e fiscais, e riscos econômicos significativos com importante chance de materialização.

Agenda econômica

A agenda econômica desta semana traz uma série de divulgações importantes, conforme calendários a seguir.

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