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Análise do mercado :: semana 21 à 25 de Junho

Chegamos ao fim de uma semana marcada por bastante volatilidade, por consequência de notícias extremamente importantes que afetaram os mercados mundo afora.

A maior economia do mundo continua apresentando uma inflação crescente, denominada como temporária pelo seu banco central. Contudo, mesmo mantendo a sua taxa básica de juros entre 0-0,25%, durante o comunicado do FOMC, foi sinalizado que seus integrantes discutiram o início da redução da compra de títulos públicos, e uma projeção de dois ajustes nas taxas em 2023. Ou seja, podemos ter chegado ao pico da adoção de um comportamento dovish pelo FED.

A divulgação dessas novas considerações e expectativas geraram uma apreciação considerável na moeda americana, como demonstra o índice DXY anexado mais abaixo desta análise, e uma queda importante e generalizada nos índices acionários de todo o mundo.

Ainda sobre o assunto relativo à taxa básica de juros, a decisão do nosso banco central foi de elevar as mesmas em +0,75%, indicando mais um aumento entre 0,75-1% na próxima reunião em Agosto, o que traria a mesma para um  patamar na casa dos 5%. A intenção é tentar conter a inflação que continua a subir de forma preocupante.

Em falar em banco central, cabe mencionar que o STF iniciou o julgamento sobre a independência da entidade, medida conquistada via lei complementar sancionada pelo atual presidente Jair Bolsonaro, no qual cria sua insubordinação à qualquer ministério, o que em teoria o torna muito mais técnico em termos de autonomia e muito menos político / partidário em suas decisões.

Saindo agora para um outro assunto não menos importante, a variante indiana do covid-19 chamada de Delta vem aparentemente causando um novo surto de contágio na Inglaterra, e é preciso acompanhar e torcer para que seja controlado da forma mais breve possível. Embora a vacinação seja fundamental para o controle da pandemia à nível mundial, pouco se fala da qualidade das mesmas, e quanto são efetivas para estas novas cepas que não param de surgir. Alguns países com um nível de vacinação avançada vem demonstrando atualmente um nível de contágio preocupante, como observado nos nossos vizinhos, Chile e Uruguai.

Análises gráficas

As análises abaixo refletem apenas opiniões de cunho pessoal, e não ecoam de maneira alguma qualquer tipo de recomendação de investimento. Além disso, as mesmas são estritamente gráficas, e não consideram qualquer variável adicional, incluindo as citadas no início desse texto.

Ibovespa

O principal índice brasileiro fez novo topo histórico, depois de realizar uma correção na retração de 50% de fibonacci relativo à sua perna anterior de alta. Desta forma, o alvo próximo à região dos 140mil pontos – assumindo que o descanso / correção que o levou dos 105mil aos 93mil pontos foi apenas a confirmação de uma bandeira de alta – se mantém bastante forte, contudo com importantes resistências pela frente, como a linha superior do canal de alta (linhas diagonais paralelas em preto) originado em 2016 – região no qual o mesmo vem apresentando neste momento uma correção.

Dois suportes podem se apresentar de forma importante para uma nova perna de alta, a faixa dos 125mil, por ser a zona do seu último histórico, a o topo histórico pré-pandemia, perto dos 120mil pontos, que coincide com a retração de 50% de fibonacci desta última perna.

Numa visão dolarizada,  observa-se que o ibovespa se encontra dentro de um canal amplo de alta, também muito próximo à sua linha superior, e a expansão de 100% de fibonacci, conforme gráfico abaixo. Como sugerimos, a probabilidade de uma correção não era desprezível.

Contratos de dólar

Os contratos futuros de dólar vêm trabalhando dentro de uma ampla congestão, conforme o retângulo destacado no gráfico abaixo. A moeda americana vem mostrando um determinado enfraquecimento diante das moedas de países emergentes, como a do Brasil, e como também mencionamos, acabou atingindo o patamor dos USDBRL 5,00.

É preciso ter cautela diante da atual dinâmica que envolve a possibilidade de ajuste nas taxas de juros americanas, como mencionado no início desta análise, e o andamento das reformas no país, o que ajudaria remover alguns ricos que deveriam estar refletidas na nossa política monetária.

Todas as novidades trazidas na ultima declaração do FOMC devolveram depois de muito tempo um movimento bastante forte na moeda americana, conforme demonstrado pelo índice DXY abaixo, podendo este se alongar desta maneira por mais algumas semanas pela frente.

S&P 500

Nas duas semanas o principal índice norte-americano operou de forma bem volátil, realizando sombras inferiores relevantes, e se movimentando muito mais sobre o eixo do tempo, do que no eixo do preço.

A economia americana vem produzindo sinais de recuperação, no entanto, com uma série de divulgações dúbias, como os dois últimos payrolls que vieram com números inferiores às expectativas dos mercados.

No entanto, a continuidade do movimento corretivo da última semana, principalmente se romper para baixo o canal de alta marcado em azul no gráfico a seguir, poderá denotar dias um pouco mais tensos no mercado de capitais.

Commodities / Metais / Bitcoin

Também com uma recente alta expressiva, os preços do barril de petróleo (WTI) operam numa clara tendência de alta, e pode buscar sua próxima resistência na casa dos USD 76/bbl.

Relatórios recentes divulgados pela OPEC e também pela IEA, sugerem otimismo com relação à demanda, embora mencionem que as incertezas ainda são bem consideráveis.

Os preços do minério de ferro e de cobre depois de subirem de forma muito acentuada, num misto de disrupção da cadeia de suprimentos, e uma demanda inesperada vinda principalmente da China, operam neste momento de forma mais cautelosa após sofreram recentemente com a notícia de que o país tentará controlar de alguma forma os preços das commodities.

Ouro / Bitcoin

O metal após dar sinais que havia rompido para cima um importante canal de baixa (bandeira de alta?), voltou a operar dentro do mesmo, indicando um falso rompimento.

Já o bitcoin corrigiu de forma abrupta, e vem operando mais recentemente entre 30-40mil USD, podendo ter marcado um fundo / suporte na casa dos USD 30mil.

Agenda econômica

O calendário econômico desta semana trará uma série de divulgações importantes, conforme as agendas econômicas anexadas logo abaixo.

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