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Análise do mercado :: semana 23 à 27 de Novembro

Os mercados nesta última semana viveram um dilema bastante legítimo entre o entusiasmo com o futuro, e a preocupação com o presente.

O entusiasmo veio acompanhado com as notícias positivas acerca dos resultados preliminares de algumas vacinas contra o coronavírus, como o da Pfizer, Moderna, Sinovac e Oxford, promovendo a esperança de que dias melhores estão por vir.

Por um outro lado, o aumento do contágio por todos os lados, e de óbitos (em termos absolutos), acionaram mais uma vez a implementação de medidas mais restritivas (lockdown) em diversos países / cidades ao redor do mundo – o que pode gerar um agravamento na saúde de suas respectivas economias.

Sobre esse mesmo assunto ainda (covid-19), também observamos uma elevação significativa nos números aqui no Brasil, o que pode entre outras questões relevantes, acentuar a dívida pública do país (que já é enorme), caso haja a necessidade da concessão de mais um auxílio de ajuda às famílias socialmente menos favorecidas, sem que se tenha uma fonte de financiamento clara (incluindo corte de custos).

Aparentemente esse dilema nos acompanhará por mais algum tempo, até que tenhamos notícias melhores sobre o presente, e algo mais concreto para o futuro.

Ibovespa

O índice brasileiro sentiu o seu topo histórico pós pandemia, e fez uma falha de rompimento sobre a mesma nesta semana, o que é (ainda) um movimento naturalíssimo, já que cerca de 85% das tentativas de rompimento falham.

Contudo, como as duas últimas barras que antecederam a desta semana foram de tamanho expressivo, vislumbramos uma boa chance de novas tentativas de rompimento desta mesma resistência nos próximos dias / semanas. além da projeção de curtíssimo prazo descrito a seguir.

A projeção em questão leva em consideração o rompimento do seu mais recente topo, na casa dos 101mil pontos, realizando uma figura conhecida como ‘W’ ou fundo duplo, projetando um objetivo no curto prazo para a faixa dos 111mil pontos, conforme indicado pela seta azul ao lado.

Como mencionávamos nos semanais anteriores, como a correção observada foi relativamente rasa (se comparado a alta produzida a partir de Março), a mesma se assemelha bastante à uma possível bandeira de alta.

Levando em conta a mínima atingida no início de todo esse ambiente, até o topo mais recente, encontramos um intervalo de cerca de 43mil pontos. Projetando essa amplitude para cima, como diz a teoria para padrões de bandeiras, encontramos um objetivo de médio / longo prazo na faixa dos 140mil pontos. Será?

Contratos de dólar

Os contratos futuros de dólar sofreram recentemente uma forte desvalorização, rompendo (sem uma confirmação ainda contundente) o canal amplo de alta traçado pelas duas linhas paralelas e diagonais em roxo no gráfico abaixo.

Contudo, a confirmação deste rompimento projeta os papéis para a sua mínima do ano, num alvo em torno de USD/BRL 4,80.

No entanto, para que isso venha acontecer de forma mais incisiva, precisaríamos ver uma demonstração contundente do governo sobre a existência de um caminho claro para a redução da nossa dívida no longo prazo. Uma segunda onda de coronavírus aqui no Brasil seria extremamente prejudicial para a questão sanitária, e também para as ambições da nossa moeda e do nosso índice.

O índice DXY após realizar uma queda extremamente aguda, continua se segurando (desde final de julho) dentro das duas linhas paralelas marcadas em preto no gráfico abaixo. O rompimento deste para baixo pode levar o dollar index para mínimas não alcançadas desde o início de 2018.

S&P 500

O principal índice americano continua trabalhando de forma consolidada, após duas tentativas de romper o seu topo histórico. O rompimento desta acumulação pode produzir tanto um novo topo histórico, na faixa dos 4mil pontos, quanto pode levar o mesmo de volta aos 2,8mil pontos, caso este aconteça para baixo.

Commodities / Metais / Bitcoin

O preço do barril de petróleo WTI se ‘acomodou num território incômodo’ para os seus produtores, já que vem se movimentando dos 34 aos 42 USD/bbl desde o início de junho deste ano, e não dá sinais claros de movimentação futura nem para baixo e nem para cima.

O minério de ferro depois de romper uma importante consolidação na casa dos USD 100, atingindo a sua nova máxima histórica, tendência essa que vínhamos comentando nas análises semanais passadas, parece estar se apreciando novamente com uma combinação de aumento de demanda da China, e problemas de oferta na Austrália.

O rompimento do canal de baixa marcado pelas duas linhas diagonais e paralelas em cinza, sugerem graficamente que o cobre tem um potencial de alta para patamares de preços que não são alcançados há bastante tempo (conforme setas em cinza situadas no canto direito do gráfico abaixo).

Ouro

O ouro após cumprir o seu alvo gráfico (seta preta na parte superior do gráfico), vem acumulando forças na formação de uma figura similar à um triângulo descendente. Podemos estar próximos à um movimento mais brusco do metal caso o mesmo rompa esta figura para algum dos dois lados.

Bitcoin

Seguindo a mesma linha do ouro, isto é, de ativos que pela sua natureza não podem ser jogados indiscriminadamente na economia, como tem acontecido com o nosso mais tradicional ativo de valor, o dinheiro (em teoria um simples pedaço de papel), observamos um espaço vazio para que o mesmo volte a alcançar o seu topo histórico, conforme gráfico a seguir.

Agenda econômica

A agenda econômica nesta semana traz divulgações importantes, como a ata da reunião do FOMC nos EUA, e evolução do índice de emprego no Brasil.

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