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Análise do mercado :: semana 24 à 28 de Maio

Observamos na semana que passou uma volatilidade bem relevante nos mercados, que foram acompanhados de divulgações e notícias importantes.

As mais significativas vieram da China. A primeira provocou uma queda bem acentuada no Bitcoin, depois de proibir suas instituições financeiras de promoverem transações via criptomoedas. Mas afinal, o Bitcoin pode servir como reserva de valor ou não?

A opinião sobre o assunto diverge entre os analistas de mercado, e o fato é que muitos conseguiram ganhar um bom dinheiro apostando nas criptomoedas. No entanto, segundo notícia publicada pelo infomoney, uma série de investidores estão migrando seus investimentos do Bitcoin para o Ouro, com o fluxo de quatro semanas de dinheiro institucional ficando negativo pela primeira vez no final de abril, logo depois que o ativo atingiu seu novo recorde de US$ 64 mil.

O país asiático também anunciou uma tentativa de controle dos preços das commodities, gerando uma queda de preços nos últimos dias para o minério de ferro e cobre (gráficos na parte inferior do corpo desta análise).

Nos EUA, o conteúdo da ata do FOMC tranquilizou de certa forma os investidores, sinalizando que ainda não é hora de aumentar as taxas de juros por lá, principalmente pelas divulgações de dados dúbios sobre a economia. Se por um lado os índices de inflação acima das expectativas sugerem atenção, mesmo considerados como ‘choques temporários’, a frustração com a criação de empregos não agrícolas manifestam a continuidade da atual política monetária dovish (expansionista).

Uma outra preocupação da ata foi ainda com o percentual de adultos não vacinados (cerca de 40% da população), o que gera uma incerteza sobre a evolução da pandemia no país. E em falar nela, o gráfico abaixo demonstra a evolução da vacinação em alguns países proporcionalmente às suas populações, destacando os mais avançados e alguns da América do Sul, comparados ao Brasil.

O que mais ressalta aos olhos é que em alguns locais, como Israel, Reino Unido e EUA, a evolução da vacinação é acompanhada por um decréscimo no número de contágio e óbitos. Por um outro lado, essa máxima deixa de ser verdadeira quando vemos a curva de países como o Chile e Uruguai.

Se isto fizer sentido, qual o impacto das variantes, e principalmente, qual o grau de qualidade das diferentes vacinas que vêm sendo aplicadas nestes locais no sentido de possibilitar o arrefecimento de forma global desta pandemia?

Análises gráficas

As análises abaixo refletem apenas opiniões de cunho pessoal, e não ecoam de maneira alguma qualquer tipo de recomendação de investimento. Além disso, as mesmas são estritamente gráficas, e não consideram qualquer variável adicional, incluindo as citadas no início desse texto.

Ibovespa

O principal índice brasileiro opera atualmente acima do seu topo histórico pré-coronavírus, e depois de realizar uma correção na retração de 50% de fibonacci relativo à sua perna anterior de alta, vem produzindo uma nova perna de alta de menor intensidade / força (o que é fundamental para rompimento de suportes ou resistências).

O alvo na região dos 140mil pontos – assumindo que o descanso / correção que o levou dos 105mil aos 93mil pontos foi apenas a confirmação de uma bandeira de alta, se mantém, contudo com importantes resistências pela frente, como o seu último topo histórico na faixa dos 125mil pontos.

Numa visão dolarizada,  observa-se que o ibovespa se encontra dentro de um canal amplo de alta, e acabou de romper a média de 200 períodos, que costuma ser uma importante região de suporte / resistência, conforme demonstra o gráfico a seguir. Contudo, ainda falta confirmar o rompimento do topo mais recente, no sentido de promover e sugerir a realização de mais um pivô de alta.

Contratos de dólar

Os contratos futuros de dólar vêm trabalhando dentro de uma ampla congestão, conforme o retângulo destacado no gráfico abaixo. A moeda americana vem mostrando um determinado enfraquecimento diante das moedas de países emergentes, como a do Brasil, e pode testar a base desta aglomeração perto dos USD/BRL 5,00, embora, tenha apresentado uma leve correção nos últimos dias.

O índice DXY nestas últimas semanas também vem evidenciando um enfraquecimento do dólar frente às moedas de países desenvolvidos, e pode voltar a testar o suporte marcado pela linha mais espessa em vermelho na parte inferior do gráfico a seguir.

S&P 500

Nas duas últimas semanas o principal índice norte-americano operou de forma bem volátil, realizando sombras inferiores significativas, reforçando por um lado a atual tendência de alta inequívoca, mas por um outro, demonstrando que os vendedores começaram a acordar depois de um longo tempo de hibernação. 

Neste sentido torna-se possível a produção de lateralização mais alongada em busca de sinais (dados econômicos, notícias, relações comerciais, estítulos fiscais etc.) para a definição de um movimento mais acentuado.

Commodities / Metais / Bitcoin

Também com uma recente alta expressiva, os preços do barril de petróleo operam neste momento sobre uma importante resistência, e de forma relativamente consolidada.

Relatórios recentes divulgados pela OPEC e também pela IEA, sugerem otimismo com relação à demanda, embora mencionem que as incertezas ainda são bem consideráveis.

Os preços do minério de ferro e de cobre depois de subirem de forma muito acentuada, num misto de disrupção da cadeia de suprimentos, e uma demanda inesperada vinda principalmente da China, sofreram com a notícia de que o país, conforme mencionado no início desta análise, tentará controlar os preços das commodities.

Ouro / Bitcoin

O metal está tentando romper um importante canal de baixa (bandeira de alta?) e pode voltar a subir com importância daqui pra frenet.

Já o bitcoin corrigiu de forma abrupta, e pode ter marcado um fundo / suporte na casa dos USD 30mil.

Agenda econômica

O calendário econômico desta semana será bastante importante, onde destacamos principalmente os eventos marcados em vermelho.

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